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domingo, 10 de maio de 2015

Ana Carolina

     Ana Carolina-4 anos e sua prima Gabi-3 aninhos
em frente a casa dos avós paternos- Vila Caiçara

Ana Carolina é primogênita de Ivo Bernardo, meu querido e terceiro irmão. Carol, como costumamos chamá-la é minha quarta sobrinha, muito parecida em gênio com o pai. Traz no semblante delicado os bonitos traços de sua mãe. De gênio forte desde criança, sempre soube lutar diante das dificuldades da vida.

Ivo Bernardo e  sua filha Ana Carolina

Formosa, inteligente, casou-se e foi mãe muito cedo de um lindo menino chamado Igor.
 
Carol e seu primeiro filho Igor

Carol passou por inúmeras provações e obstáculos. Batalhou muito para alcançar certos objetivos sempre acreditando que os desafios são estímulos para vencer na vida.

10 de Maio- Dia do seu Aniversário
                                             
Ana Carolina, mulher que cresceu guerreira, sempre indo além da superação. Carol teve mais dois filhos: Giovanna e Vinícius do seu segundo casamento.

Hoje, Carol e os filhos, Igor com 18 anos, Giovanna de 5 anos e Vinícius de 3 anos

Depois de algum tempo, aquela menina que sempre lutou pela sua felicidade e a dos seus três filhos, encontrou em Alex Cirillo, seu porto seguro. Com habilidade em jardinagem, cuida amorosamente das suas plantas e ainda revelou-se uma excelente dona de casa, decoradora e artista-artesã. São todos lindos os quadros com montagens de fotos dos parentes que ela ornamenta a sua casa. 

Carol e seus trabalhos artísticos

Hoje é o seu dia, Carol. Parabéns em dose dupla e com ternura presto-lhe essa carinhosa homenagem !! Tenho muito orgulho de ser sua tia-madrinha!


Que você supere em cada gesto, seu ânimo e a coragem de vencer cada etapa de sua vida. 
Só não tenha medo em demonstrar amor.

                                                         Alex e seus dois filhos ao centro. 
                                        Carol , tendo 'a esquerda Giovana e 'a direita Vinícius

E nos finais de semana, todos reunidos, a alegria das crianças completam a felicidade do casal. 
Parabéns, querida sobrinha e afilhada, em vê-la de verdade, tão poderosa mãe e mulher!

byyaradarin

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segunda-feira, 27 de abril de 2015

As Boas Lembranças



                         Um casamento feliz se constrói com amor, carinho e compreensão


Lili com 5 aninhos, minha sobrinha e daminha de honra

Que seja eterno enquanto dure

Papai emocionado, conduzindo-me ao altar

Com dedicação e fidelidade dividiremos nossos pensamentos, nossos sonhos 
e até nós mesmos, até que a morte nos separe

                     Eu e Ricardo, saindo da Igreja Santa Rita de Cássia, após o enlace. 
Logo atrás, Eugenia com meu sobrinho Márcio

Uma nova vida: duas vezes mais forte, em todos os sentidos.


A felicidade deve ser segredo, guardada com cada um e só dividida em sorrisos silenciosos, que é pra ninguém roubar. Já a tristeza; dela temos que falar, escrever. Mas hoje, quero somente as boas lembranças e o que ficou de mais sublime entre nós; Rodrigo, Felipe e Gabriella.
27/29 de Abril, faríamos 43 anos de casados.


Gabriella, Luis Felipe e Rodrigo



byyaradarin

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Edy, vestida para casar

Mylton (em pé), Edy (de grinalda), Iracema (de "chapéu"), Ivo e eu (deitada): palco improvisado no quintal


- Uma cobra, um rato?

A expressão de Mylton era de espanto, enquanto apontava para algo que só existia em nossa imaginação.

- O que teria ele visto de verdade, então?

Para nós, ele estava fazendo apenas uma pose fotográfica, porque tudo não passava de uma brincadeira. Edy e Mylton formavam o casal de noivos; Iracema e Ivo, os padrinhos. 

"Vestida para casar" era uma diversão inocente para os meus 6 anos. Naquela época, eu jamais imaginaria o que a vida estava me preparando... Tamanhas responsabilidades viriam. E assim, ficávamos horas nesse teatro.

Filha de dona Zizinha, nossa vizinha, Edy era uma presença constante em nosso lazer. 
Uma menina de sorriso generoso que contagiava a todos.Tínhamos a mesma idade e a mesma inocência. Mamãe e dona Zizinha, amigas já há bastante tempo, costumavam se visitar com frequência. Eram momentos prazerosos, de muita conversa entre as amigas, enquanto as crianças se divertiam nos quintais ou mesmo na rua de chão batido.

Bem à tardinha, era servido um delicioso chocolate quente, café e bolachinhas caseiras.
Para mim, o melhor momento da visita, quando nossos olhos se arregalavam diante da tentação daquelas guloseimas. Esperávamos ansiosos todos se sentarem, muito bem comportados à volta da mesa, repleta de coisas apetitosas.

Dona Zizinha, uma senhora de porte alto, de uma certa elegância ao falar, traços delicados que a cada sorriso mostrava seus alvos dentes. Uma negra bonita, mãe de Valter, Helena e da querida Edy. Tinha uma  presença calma, feito bondade, que se expressava na acolhida de todos nós.

Certa vez, ao chegar em sua casa, fui logo pedindo água para beber, mania que eu tinha de, toda vez, quando chegava na casa de alguém, fazer isso. Mamãe já me olhava com seus lindos olhos verdes de uma forma austera. Mas isso não bastava para me conter.

- "Sirva-se", disse sorrindo a dona da casa. "O filtro você já sabe onde se encontra".
Quando dei o primeiro gole d'água, senti um amargo ácido na boca que me fez perder o fôlego e vomitar em seguida. O que teria dentro daquele copo (!), me indaguei sozinha.

Rapidamente, olhei espantada para dona Zizinha que conversava animadamente com mamãe e, com certeza, não perceberia o que estaria acontecendo comigo naquele momento. Só Edy percebeu o meu constrangimento, tratando de lavar o copo imediatamente e, rindo, disse-me que era sal de fruta Eno, antiácido estomacal que seu pai tomava diariamente, devido a fortes dores no estômago.

Definitivamente, esse fato serviu-me de lição. Acabei com a tal mania de pedir água na casa das pessoas - porém, essa experiência desagradável me tornou intolerante a esse pozinho branco por toda a minha vida.

Dona Zizinha jamais soube desse lance, nem mamãe!


byyaradarin