sexta-feira, 2 de outubro de 2015

III PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA 2015





Com esta gratificante premiação do Conto: Desse Cabra Eu Me Orgulho, honro a memória de meu querido pai!  Só tenho a agradecer !


O VARAL DO BRASIL tem a honra e alegria de anunciar o resultado do III PRÊMIO VARAL DO BRASIL DE LITERATURA 2015

O resultado encontra-se no site do Varalwww.varaldobrasil.com

Parabenizamos os vencedores e as menções honrosas!

(Os textos vencedores e as menções honrosas serão publicados na edição de novembro de nossa revista)

PRIMEIROS LUGARES

CONTOS - ROSSANA AICARDI CAPRIO
CRÔNICAS - MARIA LUÍZA VARGAS RAMOS
POESIAS - SONIA CINTRA
TEXTOS INFANTIS - MARIA LUÍZA VARGAS RAMOS

YARA DARIN
AGLÉ TORRES
BLENDA BORTOLINI
MARIA LÚCIA DE G. PEREIRA
ROZELENE FURTADO DE LIMA
CLÁUDIA CARVALHO
IZABELLA PAVESI
MARILU F. QUEIRÓZ
CHAJA FREIDA FINKELSZTAIN
MARIA DELBONI
JEREMIAS FRANCIS TORRES
MARIA EMILIA ALGEBAILE
NILZA AMARAL
ROGÉRIO ARAÚJO (ROFA)
NELCI BACK OLIVEIRA
SIMONE PESSOA
DIULINDA GARCIA
EMÉRITA ANDRADE
LÚCIA HELENA DOS SANTOS
SILVIO PARISE
CARMEN LÚCIA HUSSEIN
DEBORA PETRIN


Genebra/ Suiça
02/10/2015

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mandala Frida


                  As cores vibrantes usadas por Iracema Almeida em suas mandalas enobrecem os tapetes feitos em crochê pela artista plástica.

_Gosto das cores iluminadas, diz Iracema ajeitando a mandala sobre um tapete rústico todo branco, numa sala de ambiente charmoso, muita luz natural e plantas.

As cores misturadas lembram a arte mexicana. Daí o nome de Mandala Frida, em sua homenagem.

É um trabalho feito 'a mão e cada tapete ganha todo esmero e requintes diferentes empregado na sua confeccção.

Arte iluminada em crochê que toda mulher adoraria ter.

Informações pelo e mail >
lidiceba@gmail.com
darinyara@gmail.com





segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Onde e quando tudo começou


 Em pé; 'a esquerda  meu pai Bernardo, ao centro tio Pedro e Odilon 'a direita 
 Sentados; da esquerda para direita; Tia Josefa tendo ao colo Zenilva e Zenaide
 minha mãe Julieta tendo ao colo meu irmão Ivo 
 meu avô Valentim tendo meu irmão Mylton entre suas pernas
 e tia Maria com minha irmã Iracema e ao seu lado Tereza e Zenaldo.




Os três nascidos em Viçosa- Estado de Alagoas- Filhos de Valentim Severiano da Silva e Leopoldina Carolina da Silva- os únicos sobreviventes de 12 irmãos. Os irmãos vieram tentar a sorte no Estado de São Paulo, exatamente na cidade de Marília-SP

Meu tio Odilon, irmão mais velho, meu tio Pedro e meu pai- Bernardo Severiano da Silva, 
o caçula- vivenciaram o despertar do progresso e a pujança que se iniciava em Marília nos anos 40. Trouxeram com eles, meus avós.

Constituíram famílias, mas cada um tomou seu rumo, partindo para cidades diferentes.
Odilon seguiu para Santos, Pedro se mudou para São Paulo;-somente Bernardo ficou em Marília.

Tenho muito orgulho dos nossos ancestrais, aos quais hoje, reverencio-os com profunda gratidão!

A nossa história hoje, dependeu das escolhas dos nossos antepassados.

byys.
byyaradarin

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Laiz, tão menina

24/07/2015

Mãe do primogênito Guilherme, tão menina!

Para mim, ainda uma garota. 
Delicada, gestos sutis, seus olhinhos brilham enquanto disserta algum assunto; principalmente em se tratando das questões que mais gosta de comentar;- sua família, seus alunos e sua espiritualidade. Laiz nasceu com a sensibilidade dos anjos e o dom da mediunidade;- um privilégio!



Essa doce menina realizou o sonho de ser mãe;- duas lindas crianças fazem a felicidade do casal Sanches :- Guilherme e Natália. Hoje, admirável mulher, dedicada esposa e mãe.

Laiz ao centro, 'a esquerda, Guilherme, 'a direita Bili e Natália

Formada, professora, sua dedicação e carinho aos alunos, vão além da sala de aula! Laiz é uma querida e dedicada mestra que só não ensina, como também dá condições a eles para que aprendam. 

Kayke, autista, aqui com 5 anos

Laiz, é maravilhoso, nobre e emocionante  esse seu  jeito de amar os pequeninos:- seus aluninhos.

Bili, Laiz e Natália

Seus momentos de lazer em família são sagrados no sítio onde Luiz Carlos, seu pai amado, sempre sonhou transformá-lo numa pousada, onde as pessoas pudessem ouvir o canto dos passarinhos.

Laiz em sua  cozinha num momento de "doçuras", com Natália

Laiz querida, hoje é o seu aniversário!! Como eu torço para que o seu destino seja brilhante!! Você merece isto e assim, coloque a luz do seu coração em seus planos divinos e os realize na manifestação.



E hoje, comemorando mais um ano da sua entrada neste mundo, feche os olhos e faça os pedidos. Olhe para dentro de você, assim a gente nunca erra. Que você se permita mais, cobre menos, coma mais doce com suas crianças, se lambuzem... Ria mais vezes, mas permita-se chorar sempre que quiser. Seja você! Comemore o seu aniversário, comemore muito a vida junto aos teus queridos. E o que eu te desejo, é exatamente isso, muita vida!!

Parabéns, minha querida sobrinha,

beijos muitos;
tia yara

byyaradarin

terça-feira, 7 de julho de 2015

Fascinação para Julieta- que amava Carlos Galhardo.

*07/07/2015

Mãe, você estaria completando 92 anos de vida!
Aqui, eu conto um pouco da sua vivência pela trajetória com que suas mãos habilidosas vivenciaram, até repousarem para sempre, num certo dia, num certo leito de Hospital. Gratidão eterna, minha mãe querida, por estas mãos tão graciosas e delicadas com que me acolheram. Com o seu carinho e amor elas me empurraram sutilmente para a "Fascinação que é a Vida!"



Mãos que um dia colheram algodão 
estão ainda arranhadas
pelos espinhos da colheita.
Mãos que apanharam os frutos de café
são grossas, calejadas da enxada.



Mãos medrosas, inseguras
libertaram-se das correntes
por amar um jovem moreno.
Mãos suaves, ternas
que acariciaram Bernardo por toda existência
que era o amor da sua vida.



Mãos delicadas e sedosas, 
acalentaram seus cinco filhos. 
Mãos firmes, decididas
costuraram muitas botinas na fábrica de sapato.
Mãos que tremularam, gesticularam
em plena alegria de carnaval.



Mãos entrelaçadas, geladas
mãos dadas com seus filhos
na amargura da ditadura.
Mãos postas sobre o rosto
olhos em lágrimas
a incerteza do futuro.


Mãos singelas, modestas 
que fizeram as delícias
de tantos almoços dominicais.
Mãos gratas e generosas 
girando a colher de pau no tacho de cobre
fazendo a melhor das delícias,
seu doce de abóbora.



Mãos artísticas em ziguezague crochetando
tricotando ou pintando
seus panos de pratos.


Mãos experientes sujas de terra
replantando flores em seu jardim
dando cores 'a vida. 
Mãos queridas que me afagaram
enlaçaram-me no primeiro abraço de vida.


Mãos que ora me acolhe
seu colo me conforta
me protege.
Mãos trêmulas sobre o peito
que eu ainda as levo ao meu rosto
deixando-me acariciar.
Mãos brancas, apáticas
paralisadas, dolorosas 
das picadas da agulha.


Mãos quase inertes, repousam
sobre a minha mão
querendo algo me  dizer
implora e  nada sussurra

Mãos que (ainda) me aquece 
me fortalece
são exemplos da minha  vida.

Mãos ingênuas
Mãos de ouro
Mãos de fada
As mãos de minha Mãe!





Poema que fiz,
quando da sua internação no Hospital 
e para sempre, suas mãos descansaram!
fevereiro de 2010.

yaradarin



quarta-feira, 17 de junho de 2015

Lidice Ba

 

Basta que saiba o quanto você é essencial e querida para mim, para eu me sentir feliz como um rio que desliza mansamente para o mar.


Esse seu jeitinho sapeca de ser, sua inteligência e sua perspicácia a faz cada dia mais admirável e cativante. Continue sendo essa mulher forte e ao mesmo tempo sensível, que veio ao mundo um dia com a missão de iluminar.


Ao longo de nossas vidas dividimos histórias, alegrias e emoções, viagens e momentos especiais. E o melhor de todos é aquele em que posso agradecer por ter alguém como você em minha vida, como minha sobrinha querida e por seu nascimento abençoado em nossa família.


Lembre-se sempre lili,  estarei contigo onde quer que estejas.(na subida ou na descida)


Lidice Ba, que a perseverança continue sendo a sua guia e que mesmo nos dias mais escuros e frios, 
"seja luz", que ilumina o caminho a existir a sua frente.


Impossível esquecer essa jornalista fantástica, quer pela admirável competência, quer pelo seu carisma ou a doçura de sua alma. Por onde ela passa deixa evidenciado; o encantamento da sua sinceridade e a adorável e autêntica risada.



Lili, assim te desejo o mundo, te desejo a vida e as alegrias de um dia de sol. Te desejo paz, amor, luz e muito, muito brilho porque estrelas não foram feitas para se apagar, mas para reluzir, porque você é única no seu modo de brilhar!

Feliz aniversário, minha querida sobrinha!
17 de Junho de 2015


byyaradarin


domingo, 14 de junho de 2015

Respeita O Centenário De Bernardo, Januário



Bernardo sequer conhecia uma nota musical, mas tinha paixão por acordeão.
Certa vez, comprou para o meu irmão mais velho uma sanfona e assim que Mylton ganhou o instrumento começou a tocar músicas de ouvido - para surpresa de todos, o que bastou para que papai o levasse a se apresentar em todas as reuniões festivas da família. Ficou famoso seu bordão: "Toca aí, Mylton! Solta qualquer música!".
Enquanto o menino rapidamente familiarizado com seu acordeão nos divertia com melodias tristes ou alegres, papai aproveitava cada chance de arrastar o pé abraçado com mamãe, dando voltas pelo salão. 

Bernardo e sua doce Julieta dançando um xote

Mylton, tão jovenzinho, sentava-se numa cadeira com seu enorme acordeão comovendo a todos com sua agilidade no teclado. Tocava valsas, chorinhos, xotes e até o famoso baião! No final da festa, os amigos sempre vinham cumprimentar papai pelo filho prodígio. Aquelas cenas de orgulho eram familiares e eu me deixava levar pelos sonhos e encantamentos que a música produzia na minha alma, enquanto eu saía ziguezagueando entre as pessoas ali presentes. 


Acordeão-Companheiro inseparável de Mylton

A alegria maior tomava conta de todos quando Mylton tocava uma música de Luiz Gonzaga. O 
 "Xote das Meninas" era a minha preferida, porém estava longe de compreender o significado da letra e isso me intrigava, sem eu saber porquê.

Luiz Gonzaga tinha uma aparência admirável: seu sorriso contagiante me fazia associá-lo com papai. Achava os dois parecidos. E além da semelhança física, gostavam do mesmo instrumento.

Ícone e gênio da música nordestina brasileira, Luiz Gonzaga influenciou a cultura do país; fez seu primeiro sucesso em 1946 com seu famoso "Baião". Porém, foi com "Asa Branca", em 1947, que ele explodiu por todo Brasil - e também, claro, dentro de nossa casa.

Crescemos ouvindo baião, xote, xaxado com esse pernambucano arretado, vivendo e convivendo com a alegria do povo nordestino, assim como meu pai. E o que ele mais gostava de ouvir incansavelmente era "Asa Branca" e "Respeita Januário".

Músicas que eternizaram nas lembranças e memórias da nossa família. Elas me remetem a um dos melhores momentos da minha infância, lembranças das quais jamais esquecerei, aquela voz forte de papai quando, por um bom tempo ao chegar em casa, recitava o mesmo prefixo da família Gonzaga:

"Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!"

(Ele mesmo respondia:-Para sempre seja Deus louvado!)

Minha homenagem ao
Centenário de Aniversário de 
Bernardo Severiano da Silva
quanto orgulho meu pai amado:
eternamente lembrado 

** Viçosa/AL 15 de Junho de 1915
+ Ourinhos/SP 17 de Agosto de 1996


                                                                              Mylton, falecido em 2014- jamais abandonou o seu acordeão 
               Aqui em sua casa no Ribeirão da Ilha- Florianópolis.



O mandacaru é uma vegetação típica do Sertão. Cheia de espinhos, o que embeleza esta planta é a flor que desabrocha, dando um novo visual à caatinga, inspirando músicos e poetas.

yaradarin

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Meu nome é lenda e eu o adoro - Yara

A Iara é uma lenda do folclore brasileiro. Ela é uma linda sereia que vive no rio Amazonas, sua pele é morena, possui cabelos longos, negros e olhos castanhos.


                                                       Yara significa “aquela que mora na água”.

A Iara costuma tomar banho nos rios e cantar uma melodia irresistível, desta forma os homens que a veem não conseguem resistir aos seus desejos e pulam dentro do rio. Ela tem o poder de cegar quem a admira e levar para o fundo do rio qualquer homem com o qual ela desejar se casar. Os índios acreditam tanto no poder da Iara que evitam passar perto dos lagos ao entardecer.



Um nome pessoal pode significar muito para uma pessoa, para outras, nem tanto. Tem gente que não gosta do seu próprio nome. Conheço algumas delas. Porém quem há de ter a culpa caso não goste do nome pelo qual fomos batizados? São nossos pais que os escolhem e pronto; temos que levá-lo para o resto de nossas vidas. Felizmente, hoje podemos substituí-lo, caso venha causar deboche ou constrangimento.


Aos sete anos eu era completamente infeliz com o meu nome. Cheguei a implorar para minha mãe trocá-lo por Rosa (Rosinha). Nome que eu adorava, pelo sucesso que o cantor Ivon Cury fazia com a música "João Bobo";- eu chorava de emoção ao ouví-la no rádio que mamãe diariamente sintonizava. Claro, não me dava conta da beleza do nome que eu carregava, mas conhecia a tristeza da música. Meus irmãos me irritavam cada vez que eu dizia isso e apontavam o dedo para mim em gargalhadas, dizendo;- Ah, agora o nome dela é "Rosa do Prado"!! Bastava para que eu chorasse e ficasse mais triste ainda.

Não consegui convencer meus pais(ainda bem) a mudarem o meu nome, simplesmente por esse capricho. E com o tempo, fui esquecendo completamente. Estava num ano escolar do ensino fundamental, quando conheci o significado de Iara e me surpreendi; nome indígena, que faz parte do folclore brasileiro é uma "sereia que vive no rio Amazonas" também conhecida como a "Mãe d´água". Adorando conhecer a origem, desde então, apaixonei pelo meu nome!



Escolhido por papai (ele gostava dos bem brasileiros) meu nome faz juz ao seu significado:- Iara, possui um caráter forte o suficiente para lhe direcionar na vida, onde possui um estilo todo próprio de fazer as coisas sem se importar com o que digam ou pensem; emotiva, teimosa (daí minha teimosia na infância), generosa desde criança entende as necessidades do outro. 
Só precisava mesmo aprender a expor melhor meus sentimentos afim de evitar o martírio, quando as coisas não atingem as expectativas desde que eu as projetei.


-Na verdade, eu sempre adorei o meu nome e o de Rosa também, e você, gosta do seu?


O canto da sereia Iara

Ouça o canto da sereia
em  sutis e suaves
notas de amor  ao luar.
fluindo em seu triste cantar
nostálgica serenata entoada
sob a luz das estrelas
assim como querendo alcançá-las
em busca da saudade noturna 
 do seu bem querer.

Siga o canto da Iara
  melodioso e convidativo
sonhar   apaixonado    
sobre as 'aguas mansas e domadas 
a sereia espera o seu amado
mergulhar nas profundezas do rio
 indo ao encontro do amor e do prazer.


byyaradarin

terça-feira, 26 de maio de 2015

Um ano sem Luiz Carlos

*31 de Janeiro de 1946
+26 de Maio de 2014


Lu querido irmão,
estava aqui me lembrando;- quando crianças, brigávamos como todo irmão briga e querendo bater em mim você já sabia que sairia em desvantagem.  Sim, eu corria para o colo do meu protetor pedindo socorro e Myltainho me protegia de verdade. Ah, você ficava furioso porque não conseguia me pegar e prometia;- Você me paga! hehee.(que mamãe não nos vissem brigando também, se não, apanhavam os dois.) Bem, como a caçulinha que sou, alguém precisava defender-me de vocês três... (perdoe-me,meu irmão)
Luiz Carlos aos 4 anos
Eu tenho as melhores e mais queridas lembranças de Luiz Carlos, meu quarto irmão. São muitas, e como era gostoso lhe provocar quando eu dizia que o seu nome era com z no final e não com s. Ficava horas nessa provocação. Me lembro que também eu não conseguia pronunciar corretamente a palavra ônibus,(eu dizia ômbus) e você pacientemente corrigia-me até perder a paciência ;- vc não sabe falar Ô N I B U S?? e deixava-me falando só.
Foi nosso pai quem lhe deu o nome em homenagem 'a Luiz Carlos Prestes, companheiro e líder comunista. 

Em pé: Ivo, Iracema e Mylton /Sentados: Luiz Carlos e Eu (foto tirada em estúdio)

Com tão pouca diferença de idade, parecíamos irmãos gêmeos e acredito que por isso estávamos sempre juntos.Só não compreendia quando papai todo orgulhoso nos apresentava 'a alguém dizendo:- Olha, os dois têm somente 11 meses de diferença! 

Dr.Reinaldo Machado, amigo e companheiro do partido comunista era o médico de mamãe. Felizmente enxergava além de seu tempo e convicto disse ao meu pai 'as vésperas de mamãe ter o seu quinto filho :- Bernardo, a mulher não foi feita só para procriar. Este será o último parto de Julieta:- ufa, felizmente vim ao mundo! Creio que teríamos muitos mais irmãos  caso não fosse a intervenção do médico amigo.

Luiz Carlos e Angela em seu sítio
Tempos felizes
Nossa viagem de mudança definitiva 'a São Paulo, lembro-me da cumplicidade em nossos olhares. Luiz e eu, não sabíamos o que nos esperava na Capital. Deixávamos para trás Marília, uma cidade amada onde vivíamos tão felizes, mas que o destino da política autoritária 'a época nos impunha uma dolorosa partida. Felizmente o tempo foi pródigo conosco. Pudemos sonhar e concretizar muitos dos nossos sonhos. Trabalhamos duro e ao mesmo tempo estudávamos. Adultos pela imposição do destino, Luiz Carlos, um rapaz que lembrava meu tio Miro, pela sua beleza, olhos claros e muita simpatia, já andava distante de mim, em outras companhias, porém nossa irmandade permanecia.

Família toda reunida
Da direita para esquerda: Angela, Luiz Carlos, Da.Peregrina e María Helena(mãe de Hena Helena)
"a frente :Luizinho,Marcelo, Hena e Laiz

Luiz Carlos casou-se por duas vezes. Do primeiro casamento com Maria Helena nasceu Hena Helena, hoje morando em Pádua-Itália; e os filhos Laiz, Luiz Carlos, Marcelo e Tamires; do seu segundo casamento com Angela Perna. A chegada dos netos deu-lhe a alegria tão desejada de ser avô.
Todo dia 31 de Janeiro,seu aniversário, eu cumprimentava-o sem deixar entretanto de brincar:- Lu, agora você já está mais velho do que eu. Brincadeira que tínhamos por hábito desde criança e nos divertíamos muito com isso a cada ano que passava.

Casal Luiz e Angela e sua família reunida
Hoje estou forte; cresci e aprendi o suficiente para saber que esta vida `e passageira, que não conhecemos os planos de Deus, porém sei que tenho de aceitar a vontade do Senhor.  
Essa é a nossa vida aqui na Terra e assim sempre será. Luiz (com Z) meu irmão querido, deixaste em mim o vazio da sua ausência, das lembranças gostosas da nossa infância, dos nossos telefonemas e triste agora, partiste sem um "alô", sem de mim se despedir!


Luiz Carlos e sua caçula Tamires

byyaradarin